Negócio que Voa

Desenvolvimento pessoal para homens católicos

Mapa ao Tesouro

Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração.
São Mateus, 6, 21

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Deus tem um tesouro reservado para nós, que é o Céu. Gosto de pensar nele como o meu destino final, mais importante do que qualquer outro objetivo aqui nesta vida, como avançar na carreira, entrar em forma, comprar uma casa ou trocar de carro. Ir para o Céu é nossa missão última: uma vez diante de Deus, lá na Eternidade, tudo estaremos completos.

Acontece que nem sempre temos prudência. Como se não bastasse o perigo de cair em pecado mortal, existem as inúmeras distrações que o mundo nos oferece. Eu mesmo vivo entretido com elas e frequentemente me esqueço de fixar meu olhar em Jesus. Essas distrações variam desde as mais inofensivas até aquelas que brincam na beira do abismo: as músicas vazias de qualquer beleza ou sentido, as séries de de TV que acompanho, os lançamentos do cinema, as leituras inúteis, sites e blogs sobre futilidades, vídeos de receitas no youtube e por aí vai.

Já me adianto e peço que, por favor, não pense que estou condenando a virtude de saber se divertir. Todo mundo merece e precisa de um descanso para mente e para o corpo. Nosso problema é nos deixar levar por uma mentalidade que vem dominando o mundo, que é a necessidade de transformar tudo em diversão. Atualmente, tudo precisa ser divertido, ou ficamos irritados, batemos o pé e nos recusamos a cooperar: o trabalho, a casa, a academia, os estudos. Tudo isso tem que ser divertido e prazeroso.

Quando trazemos este tipo de mentalidade para o nosso dia-a-dia, criamos esta obsessão maluca pelas distrações. As tarefas realmente importantes são árduas e exigem esforço demais e, pensando assim, acabamos nos desviando delas. É, irmão, tem horas em que é doloroso manter o foco e, se isso vale para o trabalho, os cuidados com o corpo e até para a vida em família, acabamos sofrendo do mesmo mal quando o assunto é a espiritualidade. É difícil manter-se no silêncio do recolhimento e na busca de uma vida interior. Olhar para cruz quando existem tantas luzes ofuscando nossa visão fica quase impossível. O fato é que estamos viciados no barulho e nas distrações.

As pistas do nosso caminho

Não podemos chegar ao Céu apenas pelos nossos próprios méritos, é claro. Somente a misericórdia divina pode nos salvar, mas esta salvação não acontece sem que tomemos nossa cruz e sigamos a Cristo. Chegar lá exige uma caminhada de toda uma vida e, infelizmente, é fácil acabar saindo do caminho certo se não mantivermos o olhar sobre quem nos guia, que é Jesus.

Para a nossa sorte, fomos agraciados com pistas para permanecer no caminho certo. Até mesmo quando nos descuidamos e “ficamos para trás” em nossa caminhada, ainda dá para acelerar o passo e voltar para o ponto onde deveríamos estar.

Nossa senhora

Procurar pelo colo da nossa mãezinha do Céu é sempre um caminho seguro para nunca perder Jesus de vista. É muito difícil se fazer entender pelos protestantes, quando o assunto é a devoção à Nossa Senhora, mas um bom católico entende, no fundo do coração, como é importante amar intensamente aquela que, com seu sim, trouxe a salvação para o mundo. Deus quis depender do sim de Maria, que por amor a Ele, se entregou. Como não amá-la e não prestar-lhe honras?

Maria sempre nos aponta para Jesus, portanto, nunca devemos ter medo de amá-la “demais”. Lembre-se sempre de que ninguém poderá ama-la mais do que o próprio Jesus a ama e que não existe devoto mais fiel a Maria do que o próprio São José em pessoa.

A vida dos santos

Nós cremos na comunhão dos santos. Quando estamos em estado de graça, estamos unidos ao Corpo de Cristo e à Igreja Triunfante, que são os santos que nos esperam lá no Céu. Temos verdadeiros amigos que rezam por nós e nos querem junto deles. Quando estiver em dificuldade, lembre-se do sofrimento pelo qual os santos passaram, como eles conseguiram superar seus pecados pela graça de Deus e como eles estão rezando por nós.

O Catecismo da Igreja Católica

Todo católico precisa conhecer o Catecismo. Ao contrário dos nossos irmãos protestantes, nós sabemos que não podemos viver apenas das sagradas escrituras e da sua livre interpretação. É sempre recomendável que se guie pela doutrina da Santa Igreja para compreender o melhor que puder sobre a moral, a liturgia e compreender sem distorções qual é a nossa Fé.

A Bíblia

O contato diário com a Palavra é fundamental, seja pela vivência da comunhão diária na Santa Missa, seja pela Lectio Divina – conhecida como leitura orante da Palavra – ou ainda pelo estudo bíblico. Deve-se tomar o cuidado para não tomar partes isoladas da Bíblia e interpreta-las ao seu bel-prazer. Lembre-se sempre de que a Palavra de Deus é uma só: Jesus. E por isso mesmo, toda a Bíblia gira em torno dele. Se algum ponto de seu estudo bíblico ficar nebuloso, lembre-se sempre de buscar uma explicação do magistério da Igreja.

Mais do que sinais externos

No evangelho de São Lucas, Jesus nos chama a sempre orar sem jamais esmorecer. São Paulo nos faz este mesmo convite em sua carta aos Tessalonicenses. Ora, todos nós sabemos que é difícil se manter em oração o tempo todo. Nós precisamos trabalhar, estudar, dormir, tomar banho, descansar… enfim, viver aquilo que a vida pede de nós. Então como podemos atender ao pedido de Jesus? Pois bem, além da oração formal, quando nos recolhemos para falar com Deus, também podemos transformar tudo aquilo que fizermos num ato de oração.

Santa Teresinha aprendeu a oferecer cada pequena coisa a Deus

Santa Teresinha aprendeu a oferecer cada pequeno sacrifício a Deus

Se oferecermos nosso dia-a-dia para Deus, com tudo o que ele tem, como oração e sacrifício a Deus, então estaremos respondendo ao convite de Jesus. Ofereça aquela reunião chata, que nunca acaba. Prepare o almoço da sua família como se fosse para Jesus comer. Este é um exemplo que nos foi dado por Santa Teresinha, que oferecia cada pequeno sacrifício que realizava para Deus. Sigamos também o seu exemplo e vivamos, assim, uma vida de constante oração sem jamais perder Jesus de vista.

São apenas registros de uma jornada

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Seja bem-vindo ao Negócio que Voa!

Q – Mas que porcaria de nome é esse, Lucas?
R – Calma jovem! Esse nome tem um por quê. Você poderá entender melhor logo aqui. 

Antes de tudo, eu gostaria de deixar registrado aqui que eu não sou nenhum sabichão. Eu não tenho qualquer conhecimento formal em Teologia. Nem dediquei longos anos da minha vida lendo grande autores. Quiçá, depois de alguns anos trabalhando, lendo e escrevendo para espairecer eu ainda tenha a sorte de conseguir me expor e defender minhas ideias um pouco melhor do que eu fazia no Ensino Médio. Então, não, você provavelmente não encontrará nenhum tratado teológico por aqui.

A missão deste blog é apenas guardar registros de uma jornada rumo à santidade, que deveria ser o nosso maior projeto de vida. Deus nos amou desde o princípio e nós precisamos nos esforçar para amá-Lo de volta. Precisamos ir além do medo de perder a salvação da própria alma, ou além de recorrer a Ele apenas na hora da enfermidade ou do desemprego. Precisamos amar a Deus porque foi para isto que fomos criados: amar e glorificar a Deus em todas as coisas que fazemos.

Eu já faço isso? Não, claro que não. Mas quero chegar lá! E espero que, com este blog, possa inspirar outros homens católicos a buscar as coisas do alto. Se eu conseguir mover um leitor que seja a rezar uma Ave Maria, então já terá valido a pena.

Por aqui você deve encontrar reflexões do meu dia-a-dia, notas de estudos, recomendações de leituras enriquecedoras e relatos de minhas vivências. Espero te ver por aqui mais vezes!

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